quinta-feira, 29 de abril de 2010
porque
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O mundo sobre as costas.Enquanto o jovem tem a força e a resistência ,e com todo seu esforço levanta o peso do mundo, o velho ,fraco e cansado ,com sua sabedoria e tônus,aplica apenas a força necessária no ponto exato e levanta o mundo sem mover um músculo a mais.O jovem uma hora cansa.Seus músculos tremem endurecem e cedem.Enquanto o velho se acerta com o todo e diplomaticamente coloca o mundo no chão ou o ergue.
Por certo comunicar-se é muito bom.Exteriorizamos tudo que há dentro de nós,de idéias, nossas idéias, nossos olhares,nossos sentimentos e sensações.Lembrando que a única coisa que eu entendi que alguém me falou é que a comunicação é falha.Meu olhar sobre o por do sol não é igual a de outra pessoa e assim por diante.
Fiz um grande erro,nunca sozinho,mas majoritário.(“...com único intuito de ver brotar de ti algo não tão digno,mas não.Não me condena com nada que seja rude,pelo contrário,me seduz sorrindo feito um bobão e me faz rir em resposta.”)
Algo não digno brotou em mim,e surpreendi com decepção.O peso do mundo que eu me dispus a carregar caiu sobre mim,jovem e resistente.Meus músculos cederam, endureceram, e o peso repousou sobre mim.Paguei a vista na alma e na carne o meu preço.O preço de me decepcionar com minhas próprias atitudes.De decepcionar a terceiros,mesmo sabendo que os próprios foram quase de acordo com meu erro.
Me deixei levar...E me disseram que na verdade ate corri atrás.Isso soa idiota,correr atrás de algo ruim e negado.Mas não era ruim e nem negado,era ( é ) lindo e incerto apenas.Como esse peso pesa.
“você é um idiota bobão descuidado nada amigo”
Ainda vejo as coisas,mas esse peso me perturba,me deturpa,me confunde.Só quero ficar quieto,sem falar uma palavra se quer.Só isso.Penso nisso o dia inteiro.Na idéia de ficar quieto o dia inteiro,de como isso seria reconfortante,mas no meio disso sinto tanta vontade de gritar e de ajoelhar a mim pelo meu próprio perdão.Vontade de perguntar,a deus e a sei lá quem , por que, como , que horas, o que fazer, se algo ainda permanece, se perdi se ganhei...mas vejo que nem mesmo houve premiação...Existe cura ou tratamento para decepção?Como se poderia ver a decepção?
Onde ela brotou a terra é infértil? Não concebo decepção na minha cabeça,só no coração.É ela tão forte assim e indestrutível?Quero destruí-la em mim e nos outros.
“Sou humano, também erro” e por conseqüente amigos também erram...ate por que amigos são feitos de seres humanos,como eu.E não errei sozinho nem por conseqüência de um algo sozinho.Mas com muita gentileza ainda engulo essa dorzinha que na verdade só sei que existe em mim,já que a comunicação é falha.
“você é um idiota bobão descuidado nada amigo”
Sim, fui.Mas meu erro não é solitário.E simplesmente sozinho eu já sinto ,desde o segundo que eu o cometi, o peso dele e sozinho vou me redimindo a ele.Por vergonha de mim chorei na sua frente.Chorei as lagrimas que outrora ficaram em mim e eu as guardei,para que o vento não as levassem para terras erradas.Queria saber das coisas, para poder sabe-las.Mas sabemos o que queríamos desde o primeiro instante que nos vimos,mas fugimos disso de uma forma deliciosa, e nos encontramos novamente.
Escrevo como sinto meus sentimentos e não como eles são.Sou ate sereno as vezes.
Por fim, eu havia dito que iria embora e na verdade me disseram que ficasse.
Mas por certo vou embora.( Como a idéia de ir embora é reconfortante, fico também o dia inteiro pensando nela e vendo como ela é reconfortante,mas não vou alugar nenhum.Também não tem lugar nenhum para ir, na verdade o desafio mesmo seria ficar só parado.)
Só escrevo soando pelo peso que eu carrego na minha cabeça incomunicável.
Que grande bobeira...que grande drama...drama das sensações...
Quererá algum dia tomar café comigo novamente?
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Manha com bibio e sozinhês.
Por mais triste que possa parecer,durmo todos as noites, e volto e meia cochilo,apenas para ter a oportunidade de sonhar novamente.
Por mais que eu acabe sonhando todos os dias,sonho sempre,uma vida inteira e eterna,sonho como se olhasse pela primeira vez,como se beija-se pela primeira vez.Morro toda a vez quando acordo e nasço sempre que durmo.Se pensar que quero dormir para sempre,esta enganado.Quero acordar para o sonho e viver na morte.
domingo, 18 de abril de 2010
oh, john...
“É apenas um estudo sobre mim.Estudo sobre a pequenez da existência do homem.Principalmente quando este,esta demasiadamente alto.Senti essa pequenez,mesmo envolto em surpresa.Me senti sozinho e deturpado.Que grande baboseira,ganho todos os dias o que só se espera o que se pode humildemente esperar.
Tomo consciência da minha pequenez de ser Humano, de ser homem.
Tomo consciência diante das estrelas.’Tomo consciência da vida da estrela, que só exite para mim por que eu a nomeei e descobri como localiza-la,mas que de nada grande consigo ser perto.Quem sou diante da historia da estrela?Ela brilha ofuscante sua vida toda,por brilhar.’Que pequenez chata,alias, antes fosse só a pequenez,o ruim é o sentir dessa pequenez.
Que bobeira chapada e inútil.Para um jovem garoto que vive numa tarde passada.e que as atitudes valem mais do que as palavras.’aprende-se muito com isso’.Sente grande vontade e satisfação em calar-se.Calo-me.Há uma quantidade certa de acertos por dia.
Que bobeira chapada e inútil.Me escravizei em escrever o que minha cabeça,não consegue sempre fazer.
Multiplico-me nessa altura onde estou, e vejo e me deixo levar.
Que bobeira chapada e inútil.
Traduz-se saudade prévia,inveja em segunda instancia e tal.
Queria o que se quer e que não se diz.
Falo,falo e falo e nada,só falo e a cada falar só da um alivio.Mas não resolve nada.Só alivia.
Que bobeira chapada e inútil.
Bla bla bla só queria estar com você agora... pronto falei...bobeira chapada e inútil.”
Mal consegui transcrever devido a minha grafia.
Tenho sentido incômodos em escrever assim sobre mim.Ainda é melhor que falar de outras pessoas,mas sinto um incomodozinho.Citações minhas que começam a soar mal no meu ouvido.Mas que saco,por que carinhos e saudades acabam sendo expressados com rispidez e mal trato?É a forma de lidar.Derrete-se.Principalmente quando tudo que você quer dizer e fazer é tudo que você quer dizer e fazer.Quer-se muito dizer,quer ser muito fazer dizer, querer fazer.E isso faz sentir um pequeno constrangimento do alheio.Por que eu sinto isso?Por que não pereço ler as paginas todas do seu livro,com a mesma clarividência que ponho as minhas a ler?
Nossa, mesmo agora sóbrio,que grande bobeira sóbria e inútil.
Queria nos meus braços,e só.Como é tudo bobo e idiota.
Só sei escrever disso agora...
E escrevo por que eu gosto, e não por que desgosto.Dizem ver muito mais nas minhas intenções, me torno sonso e idiota,mas realmente nem sempre entendo as coisas.Será que me culpam pela própria culpa que sentem?
Não importa por que “ segunda-feira ninguém sabe o que será.”
Não tenho nada de nada de rancor nem nada, só um recalquezinho de saudade por que queria um confortozinho.Só isso.Será que falar assim é simplesmente falar assim?
sexta-feira, 16 de abril de 2010
...E é como uma anestesia,para a dor que passa, quando ela vem.A dor,ela vem.Cada vez mais distante, e isso me conforta.Ver-la subir uma montanha para me atingir. E desde aqui de cima, eu a vejo subir,e vejo ela cansada e já teve vezes que desistiu.Uma anestesia para essa dor.E quando não há dor,é para mim como a melhor e mais simples alegria,comum e sempre boa.
Alias, na verdade é para mim a melhor alegria comum ,simples e densa.Que mesmo quando a dor vem, depois de vê-la se esforçar para subir a montanha toda,com um olhar ,seja ela firme e certo de espanta-la ou seja um olhar doce e brilhoso, que na verdade olha para mim.
E ontem disse,que ate mesmo me confundo,acho que nunca te vi e depois vejo como se te visse assim ,como eu estava olhando, durante anos.E na verdade tudo é mentira.Nem mentira é, é delírio.Que nem importa.Que importa cronologia ou algo assim?Só é assim quando eu olho muito tempo,depois passa.E se não passar também não importa.Não me importo pro tempo.
Alegria.Simples e simples, e sutilmente densa,no ponto.
Como ouvir Ella Fitzgerald numa tarde com um solzinho e uma brisa fresca.
Poderia dizer tanto e durante tanto tempo.Mas vou ter que por sujeitos e coisas que eu não costumo por aqui.E não preciso, por que a carapuça só cabe em uma cabeça.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Trem Azul
Quando as coisas passam, lamentamos por perdemos o que era de ruim e o que era de bom. E desejamos tão densamente o que era bom, exatamente da mesma maneira que era bom. Mas coisas boas não têm formula. Elas mudam constantemente.Não vivemos num mundo matemático,onde o 1 será sempre um e 2+2 será sempre 4.Há movimento nas coisas vivas,elas nascem e crescem e morrem,numa representação tosco de um plano cartesiano.
Igual a um amor.
Nada nele é igual. Para ser bom ele tem que mudar muito, varia vezes.
E ser bom por ser bom, e não por um motivo ou outro.
Igual a uma vida.
Se acomodar num porto vazio onde outrora houve gloria, não te levará a nenhuma outra felicidade. Felicidade é perecível e mortal. Ela nasce e morre a todo instante, e este frescor que é a felicidade. Não tente sintetizar ou estender a vida de uma felicidade, ela vai e vem e você não tem escolha. Como quem a sente, e cada um é assim, você pode frustradamente fingir para você mesmo a felicidade, que passou na sua vida há tanto tempo atrás. E ser triste para sempre. Tentando tornar temporal e material algo, impalpável e efêmero. O que importa não é a felicidade em si, e sim sua fonte. E provindo de uma fonte, ela tem suas características similares, como um compositor de canções, tem suas similaridades ao compor.
A felicidade é a coragem pelo novo. Que é tão difícil. Nos faz sermos principiantes para sempre,jovem nas situações.Faz você aprender com o erro mesmo depois de velho. Move seu coração sem direção a apontar. E quando essa perdição tomar direção, irá matar a felicidade disso, pois não têm o mistério do novo como você tinha conhecido poucos instantes antes, mas não morra de véspera. A Felicidade esta em outra Não-direção, dentro da mesma coisa. Aceitar a felicidade é fundamental. Ela nasce e morre sem seu consentimento. Ela nascer e morrer que é a felicidade. Nosso corpo, unhas, cabelos, e pele, se apegam as coisas que demoram mais a passar. São rancorosos com a felicidade. E nós põem medo, de se jogar. Não tente mandinga nenhuma para ressuscitar felicidade ,por que esta nunca revive.Plante terras férteis para que um dia a felicidade nasça de novo,como ela é,perecível e comum.E eternamente boa.
A felicidade também é como um pequeno inseto,que brilha, canta, voa e é belissimamente colorido. Nos corremos atrás deles,loucamente como crianças quando o vemos até nos perdermos no mato e perdermos o inseto,não era o inseto a felicidade,mas a brincadeira de busca-lo sim.Mas não é de insetos que vive a vida e a saúde mental.O corpo precisa de paz.Se perder por ai atrás de felicidade e tela em potes de vidro,não deixa o corpo descansar,você não pode ter insetos no pote,você precisa de ninhos.A felicidade vem e pousa em nos.E um hora vai embora.
Tem um trem que eu queria pegar novamente, mas não passa mais em lugares que eu deva ir. E ir neles só me magoará.Eram os lugares onde eu caçava felicidades.Na verdade foram onde eu as encontrei,e depois as prendi em potes.Elas foram morrendo.Esse trem azul,da corda da felicidade mais feliz que eu vi.Mas o Trem passou e é a pé que vou procurar outra oportunidade de me deixar a felicidade pousar em mim.
domingo, 11 de abril de 2010
Andarilho vago
Estar deslocado é sentir-se só em meio de pessoas conhecidas.É sentir o que é unidade é uma espécie de solidão.
E pra mim uma fome na alma que abasteço com um trago profundo que dou no ar onde ressoa musica.
Fecho os olhos e sinto a unidade do meu corpo, os limites dele e me sinto unido.
Sólido e calado como uma pedra. Nada de escudeiro nem cavaleiro. Um Andarilho qualquer que simplesmente vaga.
E me questionam meu silencio. O que eu poderia dizer? Você é uma pessoa (E eu digo isso pra você mesmo) que gosta de confundir para desconfundir depois. O que é um algo engraçado. Não tem e não tenho argumentos para você. É tudo muito hilário. Seu olhar e seus pensamentos que saem por ele. Só me resta sorrir.O que eu posso dizer?
Você falou que me conhece e eu achei engraçado, e já que disse com tamanha certeza achei melhor acreditar. Você vê tanta coisa em mim que mais ninguém vê. Debochado, grosso, e bonito. Tudo que eu falo é bobo. Porque a minha gentileza no meio de tanta malicia parece deboche. Elogiar?Já nem tento mais.
Adormecemos, e após uma cotovelada reparei dois roncos muito sutis e delicados. Achei uma graça. E voltei a dormir e até mesmo sonhei em contar isso.Acordei e disse.E pasmo,fui muito desagradável.É um algo complicado mesmo. Mas eu começo a ver como é que o complicado funcionando.Me desculpe.
Musiquei versos e queria especialmente mostrar. Tentei por duas vezes e foram totalmente ignorados. Só queria mostrá-los. Não havia malicia. Nem mesmo com a garrafa de cerveja soprando os ventos foi malicia.Não sou tão malandro assim,você me pediu para faze-lo.Seus olhos gritaram isso,só para você poder reagir.Reagir é sempre melhor.Talvez seja um recalque do Aikido.Já que o adversário já erra em querer lutar.Então me faz querer lutar,só para mostrar que eu estou errado em querer lutar.É agir na pensando na reação.Os olhos hipnotizam e a boca da o bote.O que é engraçadinho,divertido,irritante e excitante.(kkkkk)
Acho que as vezes te incomodo com atitudes inesperadas.E também não sei que atitudes se esperava que eu tomasse.Você quer as coisas na sua mão,onde já estão.Sempre estiveram,tudo.Você sente vergonha e orgulho,prazer e nojo.Eu também já senti e sinto isso.E Outra - dor ainda existe nos meus músculos,unhas cabelos,dentes e cabeça.Já tirei da onde era mais perigoso,do meu coração,joguei ele inteiro fora por isso.Espero não me contaminar novamente,pois sempre existe possibilidade de contaminação.
Não gosto de discordar, estando concordando.
Como eu gosto de conversar e escrever, que é por esta causa a única que eu escrevo. Para uma causa que vai entender tudo,ou quase tudo.
Telefonei.16:10 – 11/04/10 e me senti um idiota.
Meus dedos enfraquecem e já nem vejo muito sentido em escrever mais hoje.Deixo genuínos os trechos que nasceram cochos ai no texto.
